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Um pingo de café
Um pingo de café caiu na mesa da cozinha e eu fiquei a olhá-lo, sem razão nenhuma, como se aquilo tivesse algum significado. Tinha acordado tarde outra vez, a casa estava completamente calada e o cheiro do café era a única coisa que parecia existir naquele momento. A minha mãe já tinha ido para o trabalho e o meu irmão para a escola. E eu estava ali, meio perdida, a sentir que todos os meus dias estavam a ser sempre iguais. O pingo era pequeno, mas não sei porquê, fiquei pres
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
E se Fernando Pessoa dançasse…
Imaginar Fernando Pessoa dançando é quase engraçado. Ele, todo cheio de pensamentos, com aquela forma de quem vive mais na cabeça do que no corpo, tentando se soltar no ritmo de uma música. Acho que, para ele, dançar seria uma mistura de vergonha e curiosidade. Talvez ele começasse travado, com os músculos duros e o olhar perdido, como quem procura sentido em tudo o que faz e lógica. Mas, passado um tempo acho que ele perceberia que dançar não precisa ter sentido. É só se
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
Olhar par o nada e ver tudo
Olhar para o nada e ver tudo parece uma frase estranha, mas acontece mais vezes do que a gente imagina. Às vezes, ficamos a olhar para uma parede, para o céu vazio ou para o mar parado e, mesmo assim, a cabeça enche-se de coisas. Não é bem o nada, é um espaço onde os pensamentos ganham coragem para aparecer. No meio do silêncio começam memórias, ideias malucas, medos antigos e sonhos que andavam escondidos. É quase como se o mundo de fora ficasse em pausa só para o de dentro
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
Olhar para o nada
Às vezes, fico a olhar para o nada. Literalmente, nada. A parede, o céu, o chão da sala. As pessoas acham que estou distraída ou a pensar em coisas sem sentido, mas, na verdade, é quando eu vejo tudo. Quando olho para o nada, a minha mente começa a encher-se de pensamentos. Lembro-me de coisas que já aconteceram, de coisas que eu queria que tivessem acontecido e de coisas que ainda podem acontecer. É estranho, porque parece que quanto menos eu vejo com os olhos, mais eu vejo
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
Foi Quase…
Foi quase amor. Ou talvez tenha sido amor, mas daqueles que chegam na altura errada e partem antes de ganhar raízes. Conhecemo-nos sem intenção, como quem tropeça no destino num dia vulgar, e, de repente, tudo parecia diferente. Havia uma leveza nos nossos gestos, uma curiosidade silenciosa, um brilho nos olhos que não era preciso explicações. Foi quase o início de algo. Falávamos durante horas, sobre tudo e sobre nada, como se o tempo tivesse deixado de contar. Descobrimos
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
Conversa de olhares
Era um dia comum de escola. Estava no corredor e ao redor pessoas apressadas iam para as aulas. Eu estava distraída a pensar em diversas coisas quando, de repente, olhei para a frente e ele estava lá. Os nossos olhos encontraram-se por um segundo, mas pareceu muito mais. Subiu um frio estranho na minha barriga, não falamos nada, mas senti que ele também percebeu. Ele olhou-me de um jeito diferente como se tentasse dizer algo sem palavras. Respondi com um olhar curioso, ma
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
Conversas de olhares (poema)
As palavras saem sem tom, Quando olhamos em simultâneo. A conversa flui sem som. Esta brisa expressa a suavidade Que é admirar-te sem poder proferir, Acompanhada de chuva, Exibindo a impetuosidade Com que estamos. Distantes, mas no mesmo espaço, Sem pronunciar o que os olhos exclamam! A intensidade do arder do Sol Para originar a nossa vida. Aquece o diálogo transparente, Igual à água doce e essencial. Que jorra serena na foz, Misturando o pragmático e o intelectual, Se
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
Conversa de Olhares
Conversa de Olhares Às vezes, não é preciso dizer nada para haver uma conversa. Basta um olhar. Os olhos conseguem dizer coisas que as palavras não conseguem explicar. Um olhar pode mostrar alegria, tristeza, raiva, carinho ou até nervosismo. Quando duas pessoas trocam olhares, parece que estão a falar numa língua só delas. É como se tivessem uma conversa secreta, sem som, mas cheia de significado. Um simples olhar pode querer dizer “Estou aqui.”, “Percebo-te”, ou até “Go
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
Além da Escola
Além da Escola é onde muita da vida acontece sem testes nem notas para medir se estamos a ir bem ou mal. Na escola aprendemos contas, datas, regras de gramática, mas cá fora as coisas não vêm com manual de instruções. É fora das salas de aula que se aprende a ter paciência, a ouvir os outros e a lidar com frustrações que não estavam no programa. Ninguém ensina como perder um amigo ou apenas alguém, é como escolher um caminho quando temos medo ou como continuar depois de falha
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
A estranheza
A estranheza é aquela sensação que aparece sem avisar, como se o mundo desse um pequeno empurrão para nos tirar do equilíbrio. Às vezes, surge quando entramos num lugar e sentimos que existe alguma coisa diferente no ar, mesmo sem conseguir explicar. Outras vezes, é quando estamos a falar com alguém e, de repente, existe um silêncio que parece durar uma eternidade, deixando-nos a olhar para tudo menos para a pessoa à nossa frente. É aquele desconforto que todos tentam disfar
Desafios da Escrita
2 de out.1 min de leitura
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PALAVRAS COM ALMA
Desafios de Escrita

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